Na última quarta(12), o Ministério da Saúde divulgou os resultados do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti), que mostra a situação das cidades brasileiras em relação aos criadouros do mosquito.
O Índice de Infestação Predial leva em conta os imóveis com larvas do mosquito em água parada: o índice entre 1% e 3,9% é considerado em alerta e acima disso, risco.
No estado de São Paulo, são 250 as cidades em situação de alerta ou de risco, segundo o ministério. A maior parte dos criadouros foi encontrada em depósitos domiciliares (4.456), depósitos de lixo (1.899) e água (629).
Na Grande São Paulo, cinco cidades estão em alerta ou risco de infestação do mosquito da dengue, diz o ministério.
A situação mais grave é a de Arujá, que tem índice de infestação de 6,2%.
Em alerta estão Cotia (1,5%), Osasco (1,2%) e Itapevi e Guarulhos, com 1,1%.
Em Guarulhos , foram registrados 391 casos de dengue em 2017, contra 85 este ano, a cidade teve ainda 15 casos de chikungunya em 2017 e nove este ano. Na capital, o índice de infestação do mosquito é considerado satisfatório.
A Prefeitura de Guarulhos, sob gestão de Guti Gustavo (PSB), disse que vai “intensificar as ações de combate ao mosquito”. A administração afirmou ainda que 46% dos imóveis visitados em outubro estavam fechados ou houve recusa do morador em permitir a entrada dos agentes.
A Prefeitura de Cotia, sob gestão Rogério Franco (PSD), disse que “realiza ações preventivas e educativas junto à população”. Já a Prefeitura de Osasco, sob gestão Rogério Lins (PTN), afirmou que faz visitas domiciliares diariamente. Sob gestão de Igor Soares (PTN), a Prefeitura de Itapevi disse que visitou 12 mil casas e 2.600 caixas-d’água foram protegidas com telas.
A Prefeitura de Arujá não respondeu.
O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa. Em janeiro de 2017, a pasta publicou Resolução nº 12 que torna obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o envio da informação para as Secretarias Estaduais de Saúde e destas, para o Ministério da Saúde. A realização do levantamento está atrelada ao recebimento da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios.
Com informações do Ministério da Saúde e Jornal de Jundiaí.











































