Um documento recente da Secretaria de Habitação de Guarulhos revelou um retrato preocupante da situação
das favelas na cidade. De acordo com informações enviadas pelo Departamento de Assuntos Fundiários, com base em dados do IBGE de 2022, o município possui atualmente 170 favelas ou comunidades urbanas, onde vivem cerca de 216 mil pessoas em mais de 76 mil moradias.
Essas áreas são marcadas por construções improvisadas, alta densidade populacional e falta de regularização dos terrenos. O relatório lembra que essas condições tornam difícil o acesso a serviços básicos, como saneamento, iluminação pública e transporte, afetando diretamente a qualidade de vida dos moradores.
O documento também faz um comparativo com o Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS), elaborado pela própria prefeitura em 2011. Na época, Guarulhos registrava 720 assentamentos precários, sendo 379 favelas, 257 loteamentos irregulares e 84 clandestinos. Somados, representavam mais de 213 mil habitantes vivendo em condições irregulares, número que mostra pouca melhora na última década.
A Secretaria de Habitação afirma que o PLHIS está sendo atualizado e segue em vigor até 2025.

Em resumo, o documento evidencia que, apesar dos avanços pontuais, a exclusão habitacional ainda é uma realidade para uma parcela significativa da população guarulhense, que continua morando em áreas sem
regularização e infraestrutura adequada










































