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O chiclete contém uma proteína chamada FRIL, extraída do feijão-de-lablab, que demonstrou eficácia superior a 95% na neutralização do vírus herpes simplex e de duas variantes da gripe, em testes laboratoriais. A inovação foi publicada no início de abril na revista científica Molecular Therapy.
“Reduzir a transmissão viral é um dos maiores desafios da saúde pública. Ter uma proteína de ação ampla, derivada de um alimento natural, com capacidade de inativar tanto vírus da gripe humana quanto da gripe aviária, é uma descoberta extremamente relevante”, afirmou Henry Daniell, professor da Faculdade de Odontologia da Universidade da Pensilvânia e um dos autores do estudo.
Um alvo estratégico: a boca
A escolha da boca como ponto de ação do chiclete não é por acaso. Muitos vírus respiratórios e orais, como os da gripe e do herpes, se replicam intensamente nessa região. Como as campanhas de vacinação ainda não cobrem toda a população, impedir a multiplicação viral logo nos primeiros estágios da infecção pode ajudar a frear surtos de maneira eficaz.
Durante os testes, apenas 40 miligramas da goma, incluída em um comprimido de dois gramas, foram suficientes para provocar uma queda drástica na carga viral. O produto também atende aos padrões de segurança da FDA, a agência reguladora dos EUA.
Próximos passos: do laboratório ao campo
Diante dos resultados animadores, os cientistas pretendem ampliar o uso da proteína FRIL para o controle de outras infecções. Um dos focos agora é a gripe aviária — especialmente após a recente onda do vírus H5N1, que já afetou mais de 50 milhões de aves na América do Norte.
A ideia é incorporar o pó do feijão-de-lablab na alimentação das aves, como forma de prevenção e controle da doença no setor agropecuário. ( Fonte: SÓ NOTÍCIAS BOAS)











































